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Volta

Há sessenta anos

O Jodo Shinshu desembarcou no Brasil trazido pelos humildes adeptos que por várias gerações já cultuavam o Buda Amida no Japão. Foi o grande sustentáculo espiritual e religioso de tanta gente que, premida pelas dificuldades na sua terra natal e com a esperança de um novo mundo e uma nova vida, tomou um navio - muitos pela primeira vez – para atravessar o oceano numa viagem longa de quase dois meses para aportar na terra tropical de sol escaldado e horizonte a perder de vista.

Se realizamos e continuamos realizando os sagrados ofícios fúnebres e memoriais para homenagear de forma digna e merecida os velhos japoneses, não podemos afirmar que fomos tão bem sucedidos em assegurar a continuidade dos descendentes, nisseis e sanseis, no budismo.

Então, o que devemos fazer para atender à crescente demanda espiritual dos que sofrem com o cotidiano fragmentado, materialista e estressante, independentemente de ser descendente japonês ou não? Qual é, de fato, a ação missionária que nos cabe na modernidade, especialmente no Brasil e América do Sul de hoje?

A ação missionária continua, para transmitir o dharma nas palavras do Shinran Shonin e propor a prática do nembutsu para atingir o shinjin da paz, alegria e realização como humanidade.

Shôjo Sato
Templo Honpa Hongwanji de Brasília